Dominic Molise |
Não sou poeta e muito menos escritor, apenas quero expor meus pensamentos. |
Ando tendo dificuldade para dormir nestes últimos dias, algo está me deixando aflito mas eu não sei dizer bem exatamente o que é, até para comer está sendo foda, o apetite não consegue tomar o seu devido espaço no meu corpo, vai entender. Aproveito essas madrugadas para me desvincular de vários “fardos” que venho carregando, pois o peso já se tornou algo insuportável e eu confesso que meus pés não aguentam mais, alguém ai pode me ajudar? tenho certeza que não.
Percebi que é hora de começar do zero e tentar resgatar aquele João Paulo que ficou parado diante do medo de aceitar as verdades que a vida lhe trouxe, e sentir novamente a sensação de ser realmente especial para alguém, olhar no espelho e sentir o alívio em meu olhar por saber que está tudo bem, sentir a verdade de tudo e ter a certeza que ninguém está me enganando, eu preciso disso e sei que mereço, mas sem drama e nem titubear porque eu sei que “toda dor valerá” no fim.
Após um 2011 quase vazio, finalmente está chegando o próximo show do Square e com ele um sentimento de felicidade por fazer parte disso tudo me toma o peito, apesar de saber que este pode ser um “Adeus” e de que um dos meus irmãos de palco por motivos maiores, não estará presente para ocupar o seu devido lugar. Mas de qualquer forma já tirei o pó da guitarra e estou pronto para coloca-la em ação novamente, venha o que vier, estou pronto como sempre para me entregar de corpo e alma naquele palco, viver intensamente aquele momento, apreciar cada batida, cada sorriso, cada acorde e cada abraço amigo que receber, sem medo, sem arrependimentos, apenas aproveitar cada instante como deve ser, talvez pela última vez.

Ultimamente tenho me sentido sozinho, mas tento tirar o melhor proveito da situação, escrevendo, compondo ou lendo uns livros malucos que comprei há algum tempo e que já estavam empoeirados na prateleira. É como se fosse uma sessão de autoconhecimento, um exorcismo da própria alma, onde fico remoendo antigas feridas até que o desespero existencial domine meus pensamentos e saia fuzilando minhas certezas uma a uma, sem dó e nem piedade, naufragando sentimentos e deixando um vazio tão assustador que as vezes chego a pensar que isso nunca vai ter fim, será que vai ter fim? não sei, mas preciso me fazer entender, de qualquer forma, ou não, sei lá, tudo está soando tão estranho ultimamente, posso sentir que algo não está certo, vem tempo ruim por ai, tenho certeza.
( “I’m on my knees, I’m praying for a sign”)